• Motoaction

A tecnologia da Honda CBR 1000 RR Fireblade SP


A superbike 2020 da Honda é uma nova motocicleta. A versão SP é mais focada para os circuitos e recebeu o máximo de tecnologia. Resumidamente, o motor de quatro cilindros em linha teve atualizações baseadas na RC213V-S, como nas tecnologias de eficiência na combustão e baixa fricção e materiais de peças. Por exemplo, diâmetro e curso dos pistões são os mesmos. Da MotoGP veio também a inspiração para o braço oscilante e solução aerodinâmica, com asas gerando downforce. A CBR 1000RR-R SP pesa 201 kg (peso total) e seu motor gera mais de 217 cv a 14.500 rpm e 11,5 kgfm a 12.500 rpm!

É impressionante como a Fireblade evoluiu desde que foi introduzida, em 1992. Desde design, aerodinâmica, materiais, motor, chassi, ergonomia, segurança, maneabilidade, tudo! Ah, sim, tem a eletrônica, que propositalmente deixamos por último. Fundamental para maior segurança na condução em situações diversas, abordamos a eletrônica um pouco mais detalhadamente.

Alguns dos últimos sistemas eletrônicos desenvolvidos se deve à implementação da Unidade de Medição Inercial (IMU). Uma nova unidade da Bosch faz medições em seis eixos e substitui a versão anterior (5 eixos). Mais precisa, ela entende o que está acontecendo na dinâmica da pilotagem e comanda sistemas.

O acelerador eletrônico (Throttle by Wire - TBW) deixou de ser novidade com a CBR 1000RR 2017, mas na RR-R SP ele apresenta respostas mais rápidas em várias situações, como nas saídas de curva, minimizando o atraso na entrega de torque.

Há 3 modos de pilotagem, mas é possível alterar as características de fábrica. A potência (P) varia em 5 níveis, com o nível 1 disponibilizando a potência máxima. Com o acelerador fechado, o freio motor (EB) intervém em 3 níveis, sendo o 1 o mais forte deles. O wheelie (W) também tem 3 níveis – e pode ser desligado –, sendo o 1 com intervenção mais fraca. O controle de wheelie usa as informações coletadas pela IMU, como ângulo de inclinação, juntamente com os sensores de velocidade das rodas dianteiras e traseiras, para manter o torque e lidar com o wheelie sem sacrificar a tração.

O controle de tração, nomeado Honda Selectable Torque Control (HSTC), pode ser ajustado em 9 níveis – e pode ser desligado –, sendo o nível 1 o que provoca menor intervenção. O sistema foi otimizado para 2020 e agora adiciona o controle da taxa de escorregamento (quando o destracionamento muda a taxa, baseada na relação das velocidades das rodas dianteiras e traseiras, e excede valores predeterminados). O HSTC é suave na operação e ao mesmo tempo proporciona máxima confiança para o piloto.

Possui ainda o controle de largada Start Mode, para as corridas. Ele limita o motor em 6.000, 7.000, 8.000 ou 9.000 rpm, mesmo com o acelerador totalmente aberto, permitindo que o piloto se concentre apenas na embreagem e nas luzes de largada. O quickshifter também é de série, com performance otimizada para as pistas.

O amortecimento na RR-R SP também é eletrônico. Desde o amortecedor de direção da Showa, com o Honda Electronic Steering Damper (HESD). Controlada pela IMU e com as informações dos sensores de velocidade das rodas, o HESD atua em 3 níveis. Encontramos na suspensão da RR-R SP a segunda geração do Controle Eletrônico da Öhlins (S-EC), que atua no garfo NPX (43 mm) e no amortecedor TTX36 Smart-EC, ambos da Öhlins, claro, e idealizados para melhor performance nas exigências de um circuito.

Já a interface Objective Based Tuning (OBTi) oferece agora a possibilidade de um ajuste mais fino. Suspensões dianteira e traseira podem ser ajustadas independentemente, inclusive os modos pré-definidos. Mais 3 modos podem ser personalizados e gravados e é possível mudar o modo sem parar.

O controle do levantamento da roda traseira e a força aplicada no freio gerenciado pelo ABS em relação ao ângulo de inclinação era uma característica do projeto anterior. Para a RR-R, o sistema ganhou dois modos: Sport, para condução na estrada, com alta força no freio e menor inclinação; e Track, para desempenho da frenagem em velocidades muito mais altas.

E tudo se resume no painel com tela TFT de 5 polegadas e de alta resolução. Customizável, ele mostra o que você precisa ou quer ver.

Por fim, temos o sistema Smart Key, com a ignição operando sem inserir a chave, assim como a trava do guidão. Além de conveniente no uso diário, libera espaço para a suspensão e para o sistema ram air.

r