Rafael Paschoalin conquista pole

27 Jun 2019

 

                   

Rafael Paschoalin e sua Yamaha MT-07 estão novamente prestes a fazer história. Depois de ser o primeiro brasileiro a disputar o Pikes Peak Hill Climb em 2016, em sua quarta participação em 2019 o piloto da Yamaha Racing Brasil conquista a P1 no treino classificatório de sua categoria middleweight, que a utiliza motores de dois ou quatro tempos que não excedam quatro cilindros e que tenham entre 501 e 1200 cilindradas.

 

Disputada em Colorado Springs, nos Estados Unidos, a corrida de Pikes Peak é uma prova de subida de montanha centenária, que este ano chega a sua 103ª edição. Seu objetivo é eleger o piloto mais rápido – entre diversas categorias de motocicletas e carros – a subir uma sinuosa estrada com 20 km de percurso e nada menos que 156 curvas. A largada acontece a cerca de 2300 m de altitude e a chegada a mais de 4500 m, fazendo com que o ar rarefeito coloque ainda mais a prova as máquinas e seus pilotos.

 

Para o desafio deste ano, o piloto apostará novamente na Yamaha MT-07. Segundo Paschoalin, a união de fatores como o motor bicilíndrico crossplane de 689 CC com 74,8 CV de potência máxima, o abundante torque disponível já em faixas mais baixas de giro, baixo peso e ciclística apurada, dão a MT-07 grandes chances de um histórico resultado em sua categoria.

 

Outro fator que enche de orgulho o piloto e a Yamaha Motor do Brasil, é o fato de essa ser a primeira vez na história que uma motocicleta fabricada no Brasil disputará a competição, já que uma das mudanças mais importantes na estratégia do piloto e da Yamaha Racing Brasil, foi o envio aéreo da motocicleta 100% pronta para a famosa competição nos Estados Unidos.

 

“Optei por correr novamente com a MT-07 pelo fato de ser uma motocicleta muito ágil, leve e com um motor com torque absurdo que responde muito rápido às acelerações, ou seja, tudo que eu preciso em uma motocicleta para vencer em Pikes Peak. Para esse ano, optamos por trazer de avião, com a ajuda da Yamalog, a moto pronta do Brasil, o que me deixou bem mais tranquilo e confiante. Para que isso acontecesse, nosso trabalho começou bem mais cedo que nos anos anteriores, pois a moto precisava estar completamente desenvolvida para ser enviada”, relata Paschoalin.

 

E completa: “Trabalhamos pesado para desenvolver a MT-07 até o ponto em que se encontra agora e, com segurança, posso afirmar que valeu o todo o esforço, pois é a melhor moto que já tive para competir em Pikes Peak. Prova disso é que fomos os mais rápidos da classe Middleweight nos treinos classificatórios e o sexto na geral, na frente de motos com quase o dobro da cilindrada da minha valente MT-07”.

 

Helio Ninomiya, gerente de marketing e planejamento de produtos da Yamaha Motor do Brasil, acredita num bom resultado em 2019. “Desde o lançamento da nova geração da MT-07, em outubro de 2018, trabalhamos duro no Projeto Pikes Peak. Fizemos escolhas importantes na estratégia para este ano que já mostraram resultados, como largar na pole position na categoria Middleweight. Uma delas foi o envio de uma MT-07 fabricada e preparada no Brasil que permitiu que o Rafa pudesse realizar treinos nos Estados Unidos e ficasse mais focado na corrida”.

 

A YAMAHA MT-07 DO PIKES PEAK

Ao contrário do que muitos pensam, a máquina utilizada por Rafael Paschoalin no Pikes Peak é basicamente a mesma MT-07 que qualquer um pode adquirir em uma concessionária Yamaha pelo preço público sugerido de R$ 34.690,00 (à vista e sem frete).

Na busca por torná-la ainda mais leve, itens como suporte de placa, piscas, espelho e farol foram retirados e as rodas originais trocadas pelas mesmas que equipam a Yamaha R1M.

 

No motor, as alterações ficaram restritas ao trabalho no cabeçote e mapeamento do sistema de injeção eletrônica, ganhando também um filtro de ar esportivo e um escapamento de maior vazão. Tudo sem alterar a cilindrada original da moto, que é 689cc.

 

No que se refere às suspensões, a dianteira ganhou fluido mais viscoso para tornar o funcionamento mais rígido para atender a demanda de uma utilização extrema. Na traseira, um novo amortecedor deu lugar ao original também buscando um funcionamento mais rígido.

 

A relação final foi substituída por uma mais adequada a proposta da moto, e guidão original foi trocado por um de MT-03 – porém com a montagem invertida.

 

Por fim, suportes e pedaleiras do piloto assim como a bomba de freio dianteiro foram substituídas por outras de competição, e os pneus passaram a ser os homologados para corrida, cuja principal diferença fica por conta do composto mais macio e a quase que total ausência de sulcos.

 

 

 

 

 

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